LOS ANGELES - A família de Michael Jackson e os amigos mais próximos do "rei do pop" chegaram nesta terça-feira, 7, por volta das 8h15 de Los Angeles (12h15 de Brasília) ao cemitério Forest Lawn, onde se encontra o cadáver do cantor, para um funeral privado.
A família foi em uma comitiva de cerca de 12 automóveis escoltados por vários veículos da Polícia e um grande grupo de agentes motorizados a partir de sua casa, em Encino (Los Angeles), até o cemitério. Por motivos de segurança, as autoridades fecharam o trânsito nas estradas pelas quais passou a caravana de automóveis.
Estima-se que cerca de 100 pessoas poderiam participar do funeral íntimo que antecede a homenagem pública que acontecerá a partir das 10h (14h de Brasília) no ginásio Staples Center, no centro de Los
Angeles.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Crianças sem creche
A educação infantil tem ganho cada vez mais importância como uma das melhores formas de estimular corretamente e ajudar no desenvolvimento das crianças. Esse nível de ensino engloba o que conhecemos como creche (crianças entre 0 e 3 anos) e a pré-escola (4 e 5 anos).
No entanto, números do relatório Desigualdades na Escolarização no Brasil, feito por um conselho ligado à presidência da República, mostram que apenas 17% das crianças do Brasil frequentam creches e 77,6% estão na pré-escola.
A situação das crianças de 0 a 3 anos é mais preocupante não só pelo baixo atendimento da população em geral, como pelo limitado acesso de famílias de baixa renda a esse nível de ensino. O relatório mostra que quanto mais pobre é a família menos crianças estão em creches.
Em famílias que ganham até meio salário mínimo per capita apenas 10,8% das crianças são atendidas no Brasil. Na região Norte do País, por exemplo, são só 4,9% das famílias nessa faixa de renda com seus filhos em creches.
Já entre as que ganham entre 2 e 3 salários o índice de atendimento no Brasil é de 32%. E 42% dos filhos de quem recebe mais de 3 salários está em creches.
O problema é que o acesso à educação infantil seria ainda mais relevante para crianças pobres. Uma das razões é o impacto na vida pessoal e familiar, já que facilita a inserção sócio-profissional da mãe, diz o relatório. Fora isso, são justamente essas crianças cujos pais têm menos livros em casa, menos escolaridade e, portanto, mais dificuldade de estimular e desenvolver seus filhos sem a ajuda de educadores.
No entanto, números do relatório Desigualdades na Escolarização no Brasil, feito por um conselho ligado à presidência da República, mostram que apenas 17% das crianças do Brasil frequentam creches e 77,6% estão na pré-escola.
A situação das crianças de 0 a 3 anos é mais preocupante não só pelo baixo atendimento da população em geral, como pelo limitado acesso de famílias de baixa renda a esse nível de ensino. O relatório mostra que quanto mais pobre é a família menos crianças estão em creches.
Em famílias que ganham até meio salário mínimo per capita apenas 10,8% das crianças são atendidas no Brasil. Na região Norte do País, por exemplo, são só 4,9% das famílias nessa faixa de renda com seus filhos em creches.
Já entre as que ganham entre 2 e 3 salários o índice de atendimento no Brasil é de 32%. E 42% dos filhos de quem recebe mais de 3 salários está em creches.
O problema é que o acesso à educação infantil seria ainda mais relevante para crianças pobres. Uma das razões é o impacto na vida pessoal e familiar, já que facilita a inserção sócio-profissional da mãe, diz o relatório. Fora isso, são justamente essas crianças cujos pais têm menos livros em casa, menos escolaridade e, portanto, mais dificuldade de estimular e desenvolver seus filhos sem a ajuda de educadores.
Cafeína reverte perda de memória em ratos com Alzheimer
Ratos criados em laboratório e programados para desenvolver sintomas do Mal de Alzheimer na velhice tiveram problemas de memória revertidos depois de ingerir 500 mg de cafeína por dia, segundo um estudo do Alzheimer's Disease Research Center da University of South Florida, nos Estados Unidos.
Uma outra pesquisa, da mesma universidade, revelou que a cafeína diminuiu significativamente níveis anormais da proteína beta-amilóide - associada ao Mal de Alzheimer - tanto no cérebro como no sangue de ratos que apresentavam sintomas da doença.
Os dois trabalhos, publicados na revista científica online Journal of Alzheimer's Disease, deram continuidade a pesquisas anteriores, segundo as quais a ingestão de cafeína no início da fase adulta preveniu problemas de memória em ratos criados para apresentar o Mal de Alzheimer na velhice.
Comentando o estudo, outros especialistas alertaram, no entanto, que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto, e que suplementos de cafeína para idosos não são recomendados.
Resultados promissores
"Os novos resultados oferecem evidências de que a cafeína pode ser usada como um tratamento viável para o Mal de Alzheimer quando já estabelecido, e não simplesmente como uma estratégia de proteção", disse o principal autor do estudo, Gary Arendash.
"Isso é importante porque a cafeína é uma droga segura para a maioria das pessoas, entra com facilidade no cérebro e parece afetar diretamente o processo da doença".
Baseados nos resultados obtidos em ratos, os pesquisadores esperam iniciar pesquisas com humanos para avaliar se a cafeína poderia beneficiar pessoas no estágio inicial da doença.
A equipe já conseguiu estabelecer que a cafeína ingerida por idosos sem sinais de demência rapidamente afeta os níveis da proteína beta-amilóide no seu sangue - da mesma forma como nos ratos com Mal de Alzheimer.
Segundo Huntington Potter, diretor do Alzheimer's Disease Research Center, que participou dos estudos, a redução na quantidade da proteína beta-amilóide está associada a benefícios para a atividade cognitiva.
Experimentos
Quando tinham entre 18 e 19 meses de idade - o que equivale a cerca de 70 anos em humanos - 55 ratos foram submetidos a testes de comportamento para que os pesquisadores confirmassem que tinham de fato problemas de memória.
Depois disso, metade dos ratos teve cerca de 500 mg de cafeína adicionada à água que bebiam diariamente. O restante continuou bebendo água pura.
Segundo os pesquisadores, essa quantidade de cafeína equivale a dois cappuccinos de máquina, 14 copos de chá ou 20 refrigerantes que contêm cafeína (como Coca-Cola, por exemplo).
Após dois meses, os ratos foram testados novamente. Os que ingeriram cafeína tiveram desempenho muito melhor nos testes de memória e habilidade cognitiva. Seus resultados foram tão bons quanto os de ratos da mesma idade sem problemas de memória.
Os que beberam água pura continuaram a ter baixo desempenho nos testes.
Os especialistas constataram que os cérebros dos ratos que ingeriram cafeína apresentaram uma redução de 50% na presença da proteína beta-amilóide, que forma aglutinações no cérebro de pessoas com demência.
De acordo com outros testes, a cafeína afeta a produção de duas enzimas necessárias para a formação da proteína beta-amilóide. A cafeína também estaria associada à supressão de processos inflamatórios que levariam a uma presença mais abundante da proteína.
Em entrevista à BBC, Gary Arendash, o principal autor do estudo, afirmou:
"Esses resultados são particularmente importantes porque reverter problemas de memória pré-existentes é muito mais difícil".
A equipe não sabe se uma quantidade menor de cafeína poderia ser tão efetiva, mas disse que a maioria das pessoas pode consumir com segurança 500 mg diários da substância.
Pessoas com pressão alta e mulheres grávidas, no entanto, devem limitar seu consumo diário de cafeína, dizem os pesquisadores.
Comentando os estudos, a diretora do Alzheimer's Research Trust da Grã-Bretanha, Rebecca Wood, e o diretor da Alzheimer's Society, Neil Hunt, disseram que ainda é cedo para saber se tomar café ou suplementos de cafeína pode ajudar pessoas com o Mal de Alzheimer.
Segundo eles, é preciso esclarecer se a substância teria o mesmo efeito em humanos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Uma outra pesquisa, da mesma universidade, revelou que a cafeína diminuiu significativamente níveis anormais da proteína beta-amilóide - associada ao Mal de Alzheimer - tanto no cérebro como no sangue de ratos que apresentavam sintomas da doença.
Os dois trabalhos, publicados na revista científica online Journal of Alzheimer's Disease, deram continuidade a pesquisas anteriores, segundo as quais a ingestão de cafeína no início da fase adulta preveniu problemas de memória em ratos criados para apresentar o Mal de Alzheimer na velhice.
Comentando o estudo, outros especialistas alertaram, no entanto, que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto, e que suplementos de cafeína para idosos não são recomendados.
Resultados promissores
"Os novos resultados oferecem evidências de que a cafeína pode ser usada como um tratamento viável para o Mal de Alzheimer quando já estabelecido, e não simplesmente como uma estratégia de proteção", disse o principal autor do estudo, Gary Arendash.
"Isso é importante porque a cafeína é uma droga segura para a maioria das pessoas, entra com facilidade no cérebro e parece afetar diretamente o processo da doença".
Baseados nos resultados obtidos em ratos, os pesquisadores esperam iniciar pesquisas com humanos para avaliar se a cafeína poderia beneficiar pessoas no estágio inicial da doença.
A equipe já conseguiu estabelecer que a cafeína ingerida por idosos sem sinais de demência rapidamente afeta os níveis da proteína beta-amilóide no seu sangue - da mesma forma como nos ratos com Mal de Alzheimer.
Segundo Huntington Potter, diretor do Alzheimer's Disease Research Center, que participou dos estudos, a redução na quantidade da proteína beta-amilóide está associada a benefícios para a atividade cognitiva.
Experimentos
Quando tinham entre 18 e 19 meses de idade - o que equivale a cerca de 70 anos em humanos - 55 ratos foram submetidos a testes de comportamento para que os pesquisadores confirmassem que tinham de fato problemas de memória.
Depois disso, metade dos ratos teve cerca de 500 mg de cafeína adicionada à água que bebiam diariamente. O restante continuou bebendo água pura.
Segundo os pesquisadores, essa quantidade de cafeína equivale a dois cappuccinos de máquina, 14 copos de chá ou 20 refrigerantes que contêm cafeína (como Coca-Cola, por exemplo).
Após dois meses, os ratos foram testados novamente. Os que ingeriram cafeína tiveram desempenho muito melhor nos testes de memória e habilidade cognitiva. Seus resultados foram tão bons quanto os de ratos da mesma idade sem problemas de memória.
Os que beberam água pura continuaram a ter baixo desempenho nos testes.
Os especialistas constataram que os cérebros dos ratos que ingeriram cafeína apresentaram uma redução de 50% na presença da proteína beta-amilóide, que forma aglutinações no cérebro de pessoas com demência.
De acordo com outros testes, a cafeína afeta a produção de duas enzimas necessárias para a formação da proteína beta-amilóide. A cafeína também estaria associada à supressão de processos inflamatórios que levariam a uma presença mais abundante da proteína.
Em entrevista à BBC, Gary Arendash, o principal autor do estudo, afirmou:
"Esses resultados são particularmente importantes porque reverter problemas de memória pré-existentes é muito mais difícil".
A equipe não sabe se uma quantidade menor de cafeína poderia ser tão efetiva, mas disse que a maioria das pessoas pode consumir com segurança 500 mg diários da substância.
Pessoas com pressão alta e mulheres grávidas, no entanto, devem limitar seu consumo diário de cafeína, dizem os pesquisadores.
Comentando os estudos, a diretora do Alzheimer's Research Trust da Grã-Bretanha, Rebecca Wood, e o diretor da Alzheimer's Society, Neil Hunt, disseram que ainda é cedo para saber se tomar café ou suplementos de cafeína pode ajudar pessoas com o Mal de Alzheimer.
Segundo eles, é preciso esclarecer se a substância teria o mesmo efeito em humanos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Recifes de coral podem desaparecer ainda neste século
LONDRES - Oceanos cada vez mais ácidos e águas cada vez mais quentes, por causa das emissões de dióxido de carbono, podem extinguir os recifes dos mares até o fim deste século, advertem cientistas.
Os especialistas disseram, durante uma reunião em Londres, que a trajetória prevista das emissões representa um nível de 450 partes por milhão de dióxido de carbono na atmosfera em 2050, o que porá os corais em rota de extinção nas d´cedas seguintes.
Os cientistas reunidos representam universidades, centros governamentais e o Painel Intergovernamental para a Mudança Climática.
"A cozinha pegou fogo e o incêndio se espalha pela casa", disse em nota Alex Rogers, da Sociedade Zoológica de Londres e do Programa Internacional sobre o Estado do Oceano.
"Se agirmos de modo rápido e decisivo, poderemos apagá-lo antes que o dano se torne irreversível".
Os oceanos absorvem grandes quantidades de CO2 emitido pela queima de combustíveis fósseis. Mas cientistas dizem que os mares estão ficando mais ácidos, à medida que absorvem mais carbono, o que prejudica o processo de calcificação usado por criaturas marinhas para criar conchas e os recifes de coral.
Os especialistas disseram, durante uma reunião em Londres, que a trajetória prevista das emissões representa um nível de 450 partes por milhão de dióxido de carbono na atmosfera em 2050, o que porá os corais em rota de extinção nas d´cedas seguintes.
Os cientistas reunidos representam universidades, centros governamentais e o Painel Intergovernamental para a Mudança Climática.
"A cozinha pegou fogo e o incêndio se espalha pela casa", disse em nota Alex Rogers, da Sociedade Zoológica de Londres e do Programa Internacional sobre o Estado do Oceano.
"Se agirmos de modo rápido e decisivo, poderemos apagá-lo antes que o dano se torne irreversível".
Os oceanos absorvem grandes quantidades de CO2 emitido pela queima de combustíveis fósseis. Mas cientistas dizem que os mares estão ficando mais ácidos, à medida que absorvem mais carbono, o que prejudica o processo de calcificação usado por criaturas marinhas para criar conchas e os recifes de coral.
O caso preocupante da gripe suina na America do Sul
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GENEBRA - O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, afirma que o avanço da gripe suína nos países do Cone Sul é "extremamente preocupante" e que serve de alerta aos países em desenvolvimento de que a pandemia "só está começando". Para fazer frente à crise, Ban pediu hoje a um grupo de governos ricos e durante semana ao G8 que US$ 1 bilhão sejam dados aos países em desenvolvimento para que estejam preparados a lidar com o vírus H1N1.
Veja também:
link Ariel Palácios conta mancadas e mitos da gripe em Buenos Aires
"O que estamos vendo na Argentina deve servir de advertência a todos", afirmou Ban, em declarações ao Estado. "O vírus saiu do México ou América do Norte e agora ganha força em várias regiões do mundo. Mas nossa principal preocupação está na América do Sul", afirmou. "A situação na Argentina é alarmante", disse.
Seu gabinete não esconde a preocupação com o impacto que a doença pode ter na região. "Estamos vendo a disseminação da gripe em países com uma razoavel infra-estrutura, como a Argentina ou o Chile. Mas não sabemos o que pode ocorrer se o vírus cruzar a fronteira com o Paraguai ou Bolívia", alertou um dos assessores políticos mais próximos de Ban.
Hoje, Ban pediu a um grupo de países ricos em uma reunião fechada em Genebra que não se limitem a fazer investimentos apenas dentro de seus territórios contra a gripe. "Vamos precisar cerca de US$ 1 bilhão para ajudar os demais governos do mundo", afirmou o secretário-geral da ONU. O dinheiro será usado no fortalecimento dos serviços de diagnósticos, na compra da antivirais e na futura compra de vacinas. "Estamos próximos de ter a primeira vacina", afirmou Ban.
Sua avaliação é de que, com o fim da temporada de inverno nos países do norte, muitos acreditam que já não há mais motivo para se preocupar com o avanço da gripe. Mas a ONU quer mostrar que isso não é o caso. "Em alguns meses, será inverno mais uma vez nos países do Norte e, se os casos explodirem no Sul, a realidade é que eles voltarão ainda mais potentes para a Europa e América do Norte até o final do ano", afirmou Ban.
A idéia, portanto, é que o dinheiro seria importante não apenas para os países mais pobres, mas para os próprios países ricos. Ban revela que voltará a falar do assunto e pedir a ajuda das economias industrializadas durante a reunião do G8 que ocorre nesta semana na Itália.
A ONU e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estão conduzindo pesquisas para tentar entender se o vírus H1N1 está ou não ganhando uma nova composição em seu avanço na América do Sul. O temor é de que, se sofrer alguma mutação, as vacinas que estão começando a sair das fábricas em setembro, já não seriam as mais adequadas.
Lula é supreendido em Paris pelo protesto pela Amazônia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi surpreendido hoje por uma manifestação do Greenpeace na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris. Durante cerimônia de entrega do Prêmio Félix Houphoët-Boigny pela Busca da Paz ao brasileiro, ativistas subiram ao palco empunhando bandeiras com a inscrição "Lula - Salve a Amazônia, Salve o Clima".
O protesto ocorreu no momento em que o ex-primeiro-ministro de Portugal, Mário Soares, e o secretário-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, entregavam a premiação a Lula. O presidente brasileiro e Matsuura fizeram sinal pedindo que os seguranças agissem com calma. A situação foi controlada com a saída dos militantes.
O protesto ocorreu no momento em que o ex-primeiro-ministro de Portugal, Mário Soares, e o secretário-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, entregavam a premiação a Lula. O presidente brasileiro e Matsuura fizeram sinal pedindo que os seguranças agissem com calma. A situação foi controlada com a saída dos militantes.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Enviados do mundo inteiro chegam aos EUA para acompanhar eleição presidencial
O interesse extraordinário suscitado pela eleição presidencial nos Estados Unidos atraiu milhares de jornalistas do mundo inteiro, dos quais muitos cobrirão a noite eleitoral de terça-feira em Chicago (Illinois), bastião do candidato democrata Barack Obama.
"O interesse de nossos telespectadores na eleição é muito mais forte do que há quatro anos", explicou à AFP Keiko Matsuyama, da TV japonesa Asahi.
Matsuyama, que coordena o trabalho de onze pessoas, considera que o Japão "está muito interessado pela possível eleição do primeiro presidente afro-americano".
O fascínio exercido pelo candidato negro sobre a imprensa, além do fato de que está em vantagem nas pesquisas frente ao seu adversário republicano John McCain, se reflete principalmente no número de repórteres que optaram por viajar para Chicago no dia da votação.
A equipe de campanha de Barack Obama creditou 1.500 jornalistas estrangeiros para a vigília organizada no quartel-general do candidato, e ainda foi obrigada a recusar muita gente.
"Acredito que nunca tínhamos visto um interesse assim por uma eleição americana", ressaltou Keith Peterson, porta-voz da Associação de Imprensa Estrangeira em Washington.
"A quantidade de jornalistas é incrível, sobretudo com aqueles que chegaram nestas últimas semanas", acrescentou.
Essas equipes percorrem os Estados Unidos para captar a realidade do país que deve ser manifestada no dia 4 de novembro. Os repórteres do jornal Clarin de Buenos Aires percorreram a rota 66, uma estrada mítica de cerca de 4.000 quilômetros que vai de Chicago a Los Angeles na Califórnia, "encontram as pessoas, vão às cidades, e publicam fotos, vídeos e blogs na internet", afirmou Marcelo Cantelmi, chefe de redação internacional.
Nas redes de TV francesas Canal Plus e i-télé, o apresentador Michel Denisot será auxiliado por enviados especiais em Chicago, Phoenix e Nova York, e por mais 50 pessoas para uma "Noite americana" de 8 horas de transmissão contínua. O apresentador americano Dan Rather comentará o desenrolar do processo eleitoral durante a noite com exclusividade para os europeus.
"Há uma enorme curiosidade em relação a Barack Obama, que se tornou uma espécie de fenômeno na França. As pessoas querem ver a vitória na eleição presidencial americana de alguém que está de fora da elite tradicional de Washington e que é negro", considerou Laurence Haim, chefe de redação em Nova York.
Ela lamenta, entretanto, "o acesso extremamente difícil para a imprensa estrangeira" nesta cobertura.
Na Índia, os debates presidenciais foram transmitidos ao vivo pelas principais redes. "Estamos muito interessados por razões evidentes: as conseqüências para a Ásia, para a Índia em particular, e a crise econômica", disse Amit Baruah, do Hindustan Times.
A rede árabe Al-Jazeera reforçou a sua equipe com doze pessoas mobilizadas, não somente em Chicago e Phoenix, como também nos estados considerados decisivos: Flórida (sul), Ohio (centro-leste), Virgínia (leste) e Colorado (centro-oeste).
"Após meses de cobertura, nós constatamos que o interesse é enorme" no Oriente Médio, comentou Abderrahim Fukara, chefe do escritório da Al-Jazeera em Washington.
E apesar da diferença de horário, os apresentadores de três redes israelenses cobrirão o evento ao vivo dos Estados Unidos.
"O interesse de nossos telespectadores na eleição é muito mais forte do que há quatro anos", explicou à AFP Keiko Matsuyama, da TV japonesa Asahi.
Matsuyama, que coordena o trabalho de onze pessoas, considera que o Japão "está muito interessado pela possível eleição do primeiro presidente afro-americano".
O fascínio exercido pelo candidato negro sobre a imprensa, além do fato de que está em vantagem nas pesquisas frente ao seu adversário republicano John McCain, se reflete principalmente no número de repórteres que optaram por viajar para Chicago no dia da votação.
A equipe de campanha de Barack Obama creditou 1.500 jornalistas estrangeiros para a vigília organizada no quartel-general do candidato, e ainda foi obrigada a recusar muita gente.
"Acredito que nunca tínhamos visto um interesse assim por uma eleição americana", ressaltou Keith Peterson, porta-voz da Associação de Imprensa Estrangeira em Washington.
"A quantidade de jornalistas é incrível, sobretudo com aqueles que chegaram nestas últimas semanas", acrescentou.
Essas equipes percorrem os Estados Unidos para captar a realidade do país que deve ser manifestada no dia 4 de novembro. Os repórteres do jornal Clarin de Buenos Aires percorreram a rota 66, uma estrada mítica de cerca de 4.000 quilômetros que vai de Chicago a Los Angeles na Califórnia, "encontram as pessoas, vão às cidades, e publicam fotos, vídeos e blogs na internet", afirmou Marcelo Cantelmi, chefe de redação internacional.
Nas redes de TV francesas Canal Plus e i-télé, o apresentador Michel Denisot será auxiliado por enviados especiais em Chicago, Phoenix e Nova York, e por mais 50 pessoas para uma "Noite americana" de 8 horas de transmissão contínua. O apresentador americano Dan Rather comentará o desenrolar do processo eleitoral durante a noite com exclusividade para os europeus.
"Há uma enorme curiosidade em relação a Barack Obama, que se tornou uma espécie de fenômeno na França. As pessoas querem ver a vitória na eleição presidencial americana de alguém que está de fora da elite tradicional de Washington e que é negro", considerou Laurence Haim, chefe de redação em Nova York.
Ela lamenta, entretanto, "o acesso extremamente difícil para a imprensa estrangeira" nesta cobertura.
Na Índia, os debates presidenciais foram transmitidos ao vivo pelas principais redes. "Estamos muito interessados por razões evidentes: as conseqüências para a Ásia, para a Índia em particular, e a crise econômica", disse Amit Baruah, do Hindustan Times.
A rede árabe Al-Jazeera reforçou a sua equipe com doze pessoas mobilizadas, não somente em Chicago e Phoenix, como também nos estados considerados decisivos: Flórida (sul), Ohio (centro-leste), Virgínia (leste) e Colorado (centro-oeste).
"Após meses de cobertura, nós constatamos que o interesse é enorme" no Oriente Médio, comentou Abderrahim Fukara, chefe do escritório da Al-Jazeera em Washington.
E apesar da diferença de horário, os apresentadores de três redes israelenses cobrirão o evento ao vivo dos Estados Unidos.
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