sábado, 13 de junho de 2009

Está comprovado cão faz bem ao dono

O tema desta matéria me fez lembrar daquele sucesso do grande Lulu Santos: "Ela me encontrou/Eu tava por aí/Num estado emocional tão ruim/Me sentindo muito mal [...] Ela demonstrou tanto prazer/De estar em minha companhia/Eu experimentei uma sensação/Que até então não conhecia/De se querer bem/De se querer quem se tem/E ela me faz tão bem/E ela me faz tão bem/Que eu também quero/Fazer isso por ela..." De fato, é uma canção de amor. Mas, para mim, também é fato que ela serve de hino para as muitas pessoas cuja vida melhorou após adotarem um cão (ou, se for o caso, terem sido adotadas por ele).

Não faltam demonstrações do bem-estar que a convivência com pelo menos um cão faz ao ser humano - bem-estar não só emocional, mas também físico. Há poucas coisas melhores (pensando bem, há mesmo?) que chegar em casa e ser recepcionado por latidos de reconhecimento (é ótimo como cães "escutam" a presença do dono mesmo estando ele ainda do outro lado da rua), um rabo abanando, um cheiro na perna ou um pulo daqueles que fazem a glória de Dino, o cão-dinossauro dos Flintstones. Tem ainda a atenção que ele presta quando lhe contamos nossos problemas ou prazeres - todos conhecemos alguma história de amigo que nos ajudou muito a resolver algum percalço só de ouvir atentamente quando lho (gostou?) contamos, e o cão é ideal para esse papel.

Também não faltam provas cabais de tudo isso. Por exemplo, uma pesquisa científica feita na Suécia em 1991 e 1996 com exatamente 1649 crianças a partir de sete anos concluiu que as felizardas que possuíam animais de estimação desde o primeiro ano de vida estavam menos sujeitas a asma e rinite alérgica. Outro estudo similar feito nos EUA com 1246 crianças acompanhadas do nascimento aos 13 anos de idade concluiu em 2001 que "crianças morando em lares com um ou mais cães dentro de casa [ou seja, não simplesmente largados em quartinho ou quintal, mas realmente convivendo com os donos] desde o nascimento tiveram menos probabilidades de desenvolver respiração ofegante crônica do que as que não tinham cães dentro de casa" e "a exposição a cães na primeira infância pode prevenir o desenvolvimento de sintomas de asma, pelo menos em crianças de baixo risco sem histórico de asma na família". Outro estudo estadunidense, publicado em 1995, concluiu que "a posse de animais de estimação proporciona uma oportunidade de melhorar a saúde. Um bicho pode se tornar estímulo para fazer exercícios físicos, reduzir a ansiedade e proporcionar um foco externo de atenção.

Animais de estimação são também uma fonte de contato e conforto físico e podem reduzir a solidão e a depressão, além de proporcionar um estilo de vida interessante. Embora as provas disponíveis estejam longe de ser consistentes, pode-se concluir que, em alguns casos, relacionamentos de longo prazo com animais podem moderar variáveis fisiológicas primárias, particularmente pressão sanguínea." Agora veja o que é ainda mais interessante nesta pesquisa: "Os resultados se mostraram mais coerentes em estudos onde animais foram adotados pelos donos como parte do procedimento." Resumindo numa só frase: adotar é tudo de bom... e mais um pouco.

Obviamente, aqui no Brasil também temos mais demonstração dos benefícios que os cães nos proporcionam. Que o diga a jornalista e musicista Rosa Freitag, que mora em São Paulo com a filha (Melanie, dez anos), o marido (Mário Faria, músico e advogado), uma gatinha vira-lata apanhada na rua há dois meses e uma bela dupla de Golden Retrievers, Jackie e seu filho Johnny. "Mário sempre chega em casa do trabalho e fica feliz com a recepção sempre animada dos dois", conta Rosa. "Aliás, é só ficar dez minutos longe que eles recebem como se a pessoa estivesse desaparecida há dez anos..." Rosa lembra ainda dois outros grandes benefícios trazidos pela dupla: "Minha filha dorme tranquila sabendo que os dois cães estão montando guarda, e eu mesma tenho muita segurança graças à presença deles. E Melanie sempre fica me lembrando de comprar a ração e limpar a sujeira dos cães, e quando eu vou à pet shop ela sempre quer comprar um petiscos para eles." Isso mesmo: cães, além de sempre prontos a devolver o carinho e atenção que lhes damos, ajudam a desenvolver em seus donos mais jovens o já mencionado senso de responsabilidade - assunto de nossa próxima ocasião!

Marinha resgata mais 6 corpos do AFF 447

SÃO PAULO (Reuters) - A Marinha francesa resgatou na sexta-feira mais corpos de vítimas do acidente com o avião da Air France que caiu no oceano Atlântico. Autoridades brasileiras disseram que seriam mais seis corpos recolhidos, o que elevaria o total para 50, mas só divulgarão a quantidade exata quando eles forem transferidos para um navio da Marinha do país.


A Marinha não soube precisar onde esses corpos foram recolhidos.

"Temos conhecimento de que existem mais seis corpos a bordo do navio anfíbio Mistral", disse o comandante do 3o Distrito Naval, vice-almirante Edison Lawrence, em entrevista coletiva no Recife. Ele acrescentou que os corpos podem ter sido recolhidos de quinta para sexta-feira.

Em comunicado, Aeronáutica e Marinha informaram que as condições meteorológicas continuaram desfavoráveis para a realização das atividades. Nesta sexta-feira, aeronaves da FAB avistaram mais destroços do avião que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris com 228 pessoas a bordo no dia 31 de maio.

Devido ao movimento das correntes marítimas, os aviões de busca visual da FAB foram deslocados para oeste do ponto de concentração inicial das buscas, a 850 km a noroeste de Fernando de Noronha, e conseguiram avistar diversos destroços.

"Direcionamos as buscas para os locais mais prováveis e já tivemos informação de avistamento de destroços, e os navios estão sendo direcionados para esse local", disse o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, em entrevista no final da manhã.

Segundo o brigadeiro, "até o dia 20 ainda seria possível, teoricamente, encontrar (corpos)".

Ele afirmou que o planejamento das forças está pronto para continuar com as operações ao menos até o dia 25, mas ressaltou que a partir do dia 17 haverá uma reunião a cada dois dias entre Marinha e FAB para avaliar e decidir a continuidade das buscas.

"Quando não houver mais nenhuma possibilidade de encontrar corpos e despojos, somente aí é que as buscas serão encerradas...e passaremos a informação para as famílias."

Em nota, a Marinha informou que até o dia 11 de junho a soma dos dias de mar de todos os navios envolvidos na operação totaliza 56,5 dias. Foram navegadas 13.763 milhas (25.490 quilômetros), o que representa mais de três vezes a extensão da costa brasileira.

DESTROÇOS APRESENTADOS

Os destroços visualizados nesta sexta-feira estão numa área de jurisdição do Brasil, e serão levados pelos navios ao Recife, onde já estão as primeiras partes da aeronave recolhidas do mar e que foram apresentadas pelas autoridades.

Todos os destroços ficarão à disposição da França, que é responsável pela investigação do acidente. No próxima dia 14, um técnico francês chegará ao Brasil para fazer uma perícia inicial das peças e avaliar se os destroços serão levados para a França ou se a perícia completa será realizada em território brasileiro.

Uma parte da cauda do avião encontrada no mar que é vista por especialistas como importante para a investigação também chegará ao Recife no dia 14, de acordo com a Marinha.

"Todos os destroços têm uma relevância muito grande, porque a análise deles permite aos investigadores identificar, ou pelo menos ter um auxilio para identificar, qual foi a causa do acidente", disse o brigadeiro Borges Cardoso.

Sobre a busca pelas caixas-pretas, que é realizada por um submarino nuclear francês, o brigadeiro disse não ter nenhuma novidade.

Seguindo uma orientação das autoridades brasileiras, a procura é realizada numa área de 65 a 70 km de raio a partir do local onde houve o último contato da aeronave antes do acidente, mesmo local onde se concentram as buscas por corpos e destroços. A profundidade na área é de cerca de 3.500 metros.

IDENTIFICAÇÃO

No Recife acontece a identificação dos primeiros 16 corpos resgatados. Segundo a Polícia Federal, não há previsão para o encerramento das identificações. Outros 25 corpos estão em Fernando de Noronha, onde passam por uma verificação preliminar, e mais três estão a bordo de um navio da Marinha.

Nesta sexta-feira, familiares de duas vítimas reuniram-se com autoridades da PF, da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e da polícia científica, que explicaram os motivos técnicos que não permitem que os familiares tentem realizar a identificação dos corpos, assim como dos pertences colhidos.

"Quanto à identificação dos corpos, o estado em que se encontram não garante que uma eventual indicação positiva por parte dos familiares seja conclusiva", disse a PF em comunicado.

"A tentativa da identificação de pertences e roupas das vítimas também não é possível, pois é inviável garantir que duas ou mais pessoas não estivessem trajando vestimentas semelhantes ou possuíssem pertences parecidos."

A PF acrescentou que "para auxiliar os trabalhos de identificação, foram solicitados os prontuários de identificação civil das vítimas às Secretarias de Segurança Pública dos respectivos Estados".

Agroindústria vive crise financeira

SÃO PAULO - A agroindústria foi do paraíso ao inferno em questão de meses. Turbinada pela aposta de investidores, a atividade, em especial a sucroalcooleira e a dos frigoríficos, surfou na onda de euforia do dinheiro fácil dos investidores e bancos. Nos últimos meses, as empresas dos dois setores apareceram no noticiário especialmente por conta de pedidos de recuperação judicial, fusões e aquisições.



Foi assim com o negócio entre Sadia e Perdigão, a compra da Nova América pela Cosan e do Grupo Santa Elisa pela Dreyfus, alguns dos negócios mais recentes do setor. Ou os casos de pedido de recuperação judicial dos frigoríficos Independência, Margen, Estrela, Arantes, IFC e Quatro Marcos e dos grupos sucroalcooleiros Infinity Bio-Energy Brasil e Companhia Albertina.



Um dos reflexos da baixa em parte da atividade no campo chegou à Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa). De 1º de setembro, início da crise econômica mais aguda, até agora, o valor de mercado das empresas da agroindústria na bolsa caiu 12,68%, mais que o dobro da queda apresentada pelo conjunto das companhias listadas (-5,38%).



Alcides Leite, coordenador do centro de conhecimento Equifax, empresa especializada em análise de crédito, confirma o destaque negativo: "O setor de frigoríficos vem sofrendo muito. Entre os motivos está a grande dependência das exportações, que caíram. A produção teve de se voltar ao mercado interno e com o excesso de oferta os preços caíram. A situação também ficou complicada para as usinas de açúcar e álcool".



Segundo Leite, outros setores, teoricamente mais expostos aos dias difíceis da economia, conseguiram fôlego e escaparam de engrossar a lista dos pedidos de recuperação judicial porque contaram com a ajuda governamental, que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)de veículos, material de construção e da linha branca.



Além disso, empresas de maior porte e menos debilitadas tiveram mais facilidade na obtenção do escasso crédito bancário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O que vai cair no ENEM este ano

Depois de anunciado pelas autoridades educacionais, todos querem saber o que será exigidos nas provas do novo Enem que vai procurar privilegiar o raciocínio dos estudantes.

O MEC divulgou que no novo Enem serão cobradas matérias que são comuns a todas as áreas de conhecimento. O candidato deverá dominar linguagens, ou seja, dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa.

Os exercícios devem fazer os alunos compreender fenômenos para construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas.

Assim como enfrentar situações-problema para selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.

Construir argumentação afim de relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente.

Elaborar propostas recorrendo aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.

Efeito estufa

Efeito estufa é um fenômeno natural de aquecimento térmico da Terra. É imprescindível para manter a temperatura do planeta em condições ideais de sobrevivência. Sem ele, a Terra seria muito fria, dificultando o desenvolvimento das espécies.

Acontece da seguinte forma: os raios provenientes do Sol, ao serem emitidos à Terra, têm dois destinos. Parte deles é absorvida, e transformada em calor, mantendo o planeta quente, enquanto outra parte é refletida e direcionados ao espaço, como radiação infravermelha. Ou seja: cerca de 35% da radiação é refletida de volta para o espaço, enquanto os outros 65% ficam retidos na superfície do planeta. Isso por causa da ação refletora de uma camada de gases que a Terra tem, os gases estufa. Eles agem como isolantes por absorver uma parte da energia irradiada e são capazes de reter o calor do Sol na atmosfera, formando uma espécie de cobertor em torno do planeta, impedindo que ele escape de volta para o espaço.



Nas ultimas décadas, contudo, a concentração natural desses gases isolantes tem sido aumentada demasiadamente pela ação do homem, como queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a ação das indústrias. O excesso dessa camada está fazendo que parte desses raios não consigam voltar para o espaço, provocando uma elevação na temperatura de todo o planeta, o aquecimento global. Por isso, o nome estufa é usado para descrevê-lo.

Uma estufa é um lugar úmido, abafado, semelhante a uma sauna, usado para guardar plantas em desenvolvimento e que precisam de calor e umidade. Os Gases do Efeito Estufa (GEEs), misturando-se à atmosfera, comportam-se como uma estufa, retendo o calor solar próximo à superfície terrestre.

Os principais gases que provocam esse fenômeno são:

- dióxido de carbono (CO2);
- óxido nitroso (N2O);
- metano (CH4);
- cloro-fluor-carboneto (CFC);

São oriundos, principalmente, da queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. Em excesso, o efeito estufa causa um superaquecimento, provocando conseqüências desastrosas, como o derretimento de parte das calotas polares; mudanças climáticas; elevação do nível dos oceanos; maior incidência de fenômenos como furações, tufões, ciclones; secas; extinção de espécies; destruição de ecossistemas e ondas de calor.

Visando diminuir as emissões dos GEEs, a Organização das Nações Unidas (ONU) convocou vários países para assinar um tratado, em 1997, denominado "Protocolo de Kyoto", na ocasião da Rio-92 ou Eco-92. O acordo determina que os países industrializados diminuam entre 2008 a 2012 suas emissões de gases poluentes a um nível 5,2% menor que a média de 1990. Os Estados Unidos, o país que mais contribui para esses danos ambientais, o maior poluente do planeta, porém, não ratificaram o documento.

O Brasil está em 4º lugar no ranking dos países que mais emitem gases de efeito estufa na atmosfera. A maior contribuição brasileira fica por conta dos desmatamentos (veja: Desmatamento da Amazônia, Desmatamento da Mata Atlântica), cerca de 80% de nossas emissões.